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Alerta Coneds: Ataques Persistentes e a Defesa Ativa em 2026

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Alerta Coneds: Ataques Persistentes e a Defesa Ativa em 2026

Meta descrição: Analisamos CVEs críticos de Ivanti e Apache Struts 2, seu impacto no Brasil e como proteger sua empresa em 2026. Guia para CISOs.

O cenário da cibersegurança nunca foi estático, mas em janeiro de 2026, a velocidade e a sofisticação das ameaças atingiram um novo patamar, exigindo uma reavaliação constante das estratégias defensivas. Enquanto empresas brasileiras aceleram a transformação digital, a superfície de ataque se expande, e vulnerabilidades em infraestruturas e aplicações onipresentes continuam sendo o calcanhar de Aquiles para muitas organizações. Hoje, 19 de janeiro de 2026, a Coneds destaca a persistência de vetores de ataque que exploram falhas conhecidas, como as em dispositivos Ivanti Connect Secure e em frameworks de desenvolvimento Apache Struts 2. Estes não são meros ecos do passado; são lembretes vívidos da necessidade de vigilância contínua, gestão rigorosa de patches e uma cultura de segurança proativa. A negligência em lidar com vulnerabilidades que permitem acesso inicial ou execução remota de código se traduz diretamente em riscos operacionais, financeiros e reputacionais. Este artigo visa fornecer a profissionais de TI, CISOs e gestores de segurança no Brasil uma análise aprofundada das ameaças mais urgentes, seu impacto local e as ações concretas necessárias para fortalecer as defesas corporativas. Preparar-se para o inevitável é a única forma de mitigar o impacto.

⚡ Resumo Executivo

  • Ivanti Connect Secure: Vulnerabilidades críticas (CVE-2023-46805, CVE-2024-21887) continuam a ser exploradas, exigindo patcheamento urgente.
  • Apache Struts 2 (CVE-2023-50164): Falhas em aplicações web legadas e não atualizadas persistem como vetores de RCE e exfiltração de dados.
  • Impacto no Brasil: Setores financeiro, governamental e de infraestrutura crítica são alvos preferenciais, com riscos de LGPD e paralisação.
  • Defesa Proativa: Gestão de vulnerabilidades, segmentação de rede, MFA e treinamento são essenciais para combater a persistência das ameaças.

Ivanti Connect Secure: A Persistência da Ameaça à Borda da Rede

Em 2026, as vulnerabilidades em dispositivos de acesso remoto continuam a ser uma das maiores preocupações de segurança para empresas globalmente, e no Brasil não é diferente. As falhas CVE-2023-46805 (bypass de autenticação) e CVE-2024-21887 (injeção de comando) em Ivanti Connect Secure, Policy Secure Gateways e ZTA Gateways, embora descobertas e exploradas intensamente em 2024, persistem como um vetor de ataque crítico em 2026. A natureza dessas vulnerabilidades é particularmente insidiosa, pois permitem que atores de ameaças, incluindo grupos de ransomware e APTs (Advanced Persistent Threats), obtenham acesso inicial e persistência na rede corporativa.

O bypass de autenticação (CVE-2023-46805) permite que um atacante não autenticado acesse recursos restritos no dispositivo, enquanto a injeção de comando (CVE-2024-21887) possibilita a execução remota de código com privilégios de root. A combinação dessas duas vulnerabilidades resulta em um vetor de ataque devastador: um atacante pode contornar a autenticação e, em seguida, executar comandos arbitrários no gateway da rede, que é a primeira linha de defesa para muitos ambientes corporativos. A Ivanti emitiu patches e recomendações urgentes em 2024, mas a complexidade da aplicação desses patches e a vasta base de dispositivos instalados globalmente significam que muitas organizações ainda operam com sistemas vulneráveis, mesmo em 2026.

Táticas de Exploração e Impacto

A exploração bem-sucedida dessas vulnerabilidades não se limita ao acesso inicial. Uma vez dentro, os atacantes têm demonstrado a capacidade de implantar web shells para persistência, roubar credenciais, mover-se lateralmente pela rede interna e, em última instância, implantar ransomware ou exfiltrar dados sensíveis. Grupos como o Midnight Blizzard (também conhecido como Nobelium) e outros têm sido associados à exploração dessas falhas, visando setores estratégicos como o governamental, de defesa e de tecnologia. A exploração dessas vulnerabilidades exige uma resposta rápida, mas a detecção pode ser desafiadora, pois muitas vezes os logs de sistemas comprometidos podem ser manipulados ou apagados. Além disso, a presença de web shells permite acesso contínuo e discreto, dificultando a erradicação da ameaça sem uma resposta abrangente. Em 2026, a lição é clara: dispositivos de acesso remoto e gateways de rede são alvos primários, e sua segurança não pode ser subestimada.

Apache Struts 2: O Perigo Silencioso em Aplicações Legadas

Ataques a aplicações web continuam a ser uma das formas mais comuns e eficazes de comprometimento. Em janeiro de 2026, uma vulnerabilidade em particular, a CVE-2023-50164, no framework Apache Struts 2, reaparece nas discussões de segurança, destacando a persistência do risco em sistemas legados ou mal gerenciados. Embora a falha original tenha sido divulgada em dezembro de 2023, sua capacidade de exploração e o vasto número de aplicações que ainda utilizam versões vulneráveis do Struts 2 a tornam uma ameaça relevante. Esta vulnerabilidade permite a execução remota de código (RCE) devido a um path traversal em parâmetros de upload de arquivo. Especificamente, um atacante pode manipular o caminho do arquivo enviado para carregar um arquivo malicioso para um local arbitrário no servidor, permitindo então a execução de código.

O Apache Struts 2 é um framework de código aberto amplamente utilizado para desenvolver aplicações web em Java. Ele é popular em grandes corporações, incluindo instituições financeiras e agências governamentais, devido à sua robustez e maturidade. No entanto, a complexidade de atualizar grandes bases de código e a falta de visibilidade sobre todas as aplicações que utilizam versões específicas do Struts 2 criam um terreno fértil para atacantes. Em 2026, a ameaça não reside apenas na vulnerabilidade original, mas na sua reativação por novos grupos de ameaça que exploram instâncias esquecidas, sub-monitoradas ou em ambientes de desenvolvimento/teste que não receberam a devida atenção de segurança.

O Efeito Cascata da RCE

Uma vez que um atacante obtém execução remota de código via CVE-2023-50164, o controle sobre o servidor web é praticamente total. Isso pode levar a uma série de ataques subsequentes, incluindo:

  • Exfiltração de Dados: Acesso direto a bancos de dados, arquivos de configuração e dados sensíveis armazenados no servidor.
  • Implantação de Malwares: O servidor comprometido pode ser usado para hospedar malware, criptominers ou para lançar ataques a outros sistemas internos ou externos.
  • Acesso Lateral: Utilização do servidor como um pivô para comprometer outros sistemas na rede interna, elevando privilégios e buscando dados ainda mais críticos.
  • Web Shells e Backdoors: Instalação de ferramentas de acesso persistente que permitem aos atacantes manter o controle mesmo após o patch inicial, dificultando a remediação completa.

A detecção e mitigação desta vulnerabilidade requerem não apenas a aplicação de patches, mas também uma varredura abrangente de todas as aplicações baseadas em Struts 2, com especial atenção a sistemas legados que podem não estar sob o mesmo rigor de monitoramento e atualização que os sistemas mais recentes.

🇧🇷 Impacto no Cenário Brasileiro

No Brasil, a persistência dessas vulnerabilidades representa um risco elevado e multifacetado. O país, com sua infraestrutura digital em constante expansão e a crescente digitalização de serviços públicos e privados, torna-se um alvo atraente para atores de ameaças. As vulnerabilidades da Ivanti e do Apache Struts 2 afetam diretamente setores cruciais da economia brasileira.

Setores Mais Afetados:

  • Setor Financeiro: Bancos, fintechs e seguradoras frequentemente utilizam soluções de acesso remoto e aplicações Java em larga escala. Um comprometimento aqui pode levar a perdas financeiras maciças, roubo de dados de clientes e interrupção de serviços críticos, impactando diretamente a confiança do consumidor.
  • Governo e Infraestrutura Crítica: Órgãos governamentais, concessionárias de energia, água e telecomunicações dependem de soluções de acesso seguro e aplicações web para suas operações diárias. A exploração de vulnerabilidades pode resultar em interrupção de serviços essenciais, comprometimento de dados sensíveis e até mesmo impacto na segurança nacional.
  • Manufatura e Varejo: Empresas com grandes redes de filiais e sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) baseados em web correm o risco de ter suas operações paralisadas por ransomware ou ter dados de clientes e propriedade intelectual exfiltrados.
  • Saúde: Hospitais e clínicas lidam com dados altamente sensíveis (prontuários médicos) e dependem de sistemas para operações críticas. A vulnerabilidade nesses sistemas pode levar a extorsão, vazamento de dados confidenciais e interrupção de atendimento.

Contexto Regulatório e LGPD: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil é um fator crítico. Um incidente de segurança resultante da exploração dessas vulnerabilidades que leve a um vazamento de dados pessoais pode acarretar em multas severas, que chegam a 2% do faturamento da empresa no ano anterior, limitadas a R$ 50 milhões por infração, além de sanções administrativas e danos reputacionais. A não demonstração de medidas de segurança adequadas e a falha em responder prontamente a incidentes são agravantes. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem intensificado a fiscalização e as sanções, tornando a conformidade com a LGPD uma prioridade inegociável.

Desafios Locais: A carência de profissionais de cibersegurança qualificados no Brasil agrava a capacidade das empresas de implementar e manter defesas robustas. Além disso, a dependência de sistemas legados, a falta de orçamento para atualização tecnológica e a complexidade de grandes ambientes de TI representam desafios significativos para a mitigação eficaz dessas ameaças. Em 2026, é imperativo que as organizações brasileiras priorizem a segurança cibernética não como um custo, mas como um investimento estratégico essencial para a continuidade dos negócios e a proteção da reputação.

🔒 Recomendações Práticas da Coneds

  1. Ação Imediata: Realize um inventário completo de todos os dispositivos Ivanti Connect Secure, Policy Secure Gateways e ZTA Gateways, e aplique os patches mais recentes imediatamente. Para Apache Struts 2, identifique todas as aplicações que o utilizam e garanta que estão na versão mais recente e segura.
  2. Curto Prazo (1-4 semanas): Implemente monitoramento rigoroso para atividades anômalas em dispositivos Ivanti e servidores que hospedam aplicações Struts 2. Utilize soluções de EDR/XDR, SIEM e WAF para detectar tentativas de exploração. Considere a segmentação de rede para isolar esses sistemas críticos.
  3. Médio Prazo (1-3 meses): Realize testes de intrusão e varreduras de vulnerabilidade frequentes em sua infraestrutura de acesso remoto e em todas as aplicações web. Priorize a correção das vulnerabilidades descobertas com base no risco. Fortaleça a autenticação com MFA (Multi-Factor Authentication) para todos os acessos, especialmente para sistemas críticos.
  4. Estratégia Long-term: Desenvolva um programa robusto de gestão de vulnerabilidades que inclua varreduras regulares, priorização de patches e automação sempre que possível. Crie um plano de resposta a incidentes detalhado e realize exercícios de simulação (tabletop exercises) para testar a eficácia da equipe.
  5. Governança: Estabeleça políticas claras de segurança para o ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC), garantindo que a segurança seja incorporada desde a concepção até a implantação de novas aplicações. Mantenha-se atualizado com as regulamentações (LGPD, BACEN, PCI DSS) e garanta a conformidade.
  6. Treinamento: Invista continuamente no treinamento de conscientização em segurança para todos os funcionários e capacite suas equipes de TI e segurança com as habilidades e certificações mais recentes em cibersegurança, focando em análise de vulnerabilidades, resposta a incidentes e segurança de aplicações.

❓ Perguntas Frequentes

P: Como saber se minha empresa está vulnerável às falhas da Ivanti ou Apache Struts 2?

R: O primeiro passo é fazer um inventário detalhado de sua infraestrutura. Verifique se você possui dispositivos Ivanti Connect Secure ou aplicações desenvolvidas com Apache Struts 2. Em seguida, consulte os avisos de segurança dos fabricantes (Ivanti e Apache) para identificar as versões vulneráveis e as atualizações necessárias. Utilize scanners de vulnerabilidades para identificar as falhas.

P: Minha empresa já aplicou os patches. Estamos seguros agora?

R: Aplicar os patches é crucial, mas não é o fim da história. É vital verificar se os patches foram aplicados corretamente e se não há vestígios de comprometimento anterior (como web shells ou backdoors). Atividades de monitoramento contínuo, caça a ameaças e auditorias de segurança são necessárias para garantir que a ameaça foi completamente erradicada e que não há novas vulnerabilidades.

P: Qual a importância da LGPD nesses cenários de vulnerabilidade?

R: A LGPD exige que as empresas adotem medidas de segurança técnicas e administrativas para proteger os dados pessoais. A exploração de vulnerabilidades como as da Ivanti ou Apache Struts 2, resultando em vazamento de dados, pode levar a pesadas multas da ANPD e a danos irreparáveis à reputação. A conformidade com a LGPD deve ser um driver para a gestão proativa de vulnerabilidades e a implementação de melhores práticas de segurança.

P: Como a Coneds pode ajudar minha equipe a lidar com essas ameaças?

R: A Coneds oferece treinamentos especializados em segurança de aplicações (com foco em DevSecOps e segurança Java), gestão de vulnerabilidades, resposta a incidentes e conformidade com a LGPD. Nossos cursos são projetados para capacitar sua equipe com o conhecimento técnico e as habilidades práticas necessárias para defender sua organização contra as ameaças mais recentes e persistentes.

Conclusão

As ameaças à cibersegurança em janeiro de 2026 demonstram uma clara lição: a complacência é o maior inimigo da segurança digital. As vulnerabilidades persistentes em sistemas como Ivanti Connect Secure e Apache Struts 2 servem como um lembrete contundente de que a superfície de ataque é dinâmica e que falhas conhecidas podem ser reativadas com novas táticas de exploração. A realidade brasileira, com seus desafios regulatórios (LGPD), a escassez de talentos em segurança e a crescente sofisticação dos cibercriminosos, exige uma abordagem estratégica e proativa. Não basta apenas reagir; é preciso antecipar, monitorar e fortalecer continuamente as defesas.

Investir em governança de segurança robusta, tecnologia de ponta para detecção e prevenção, e, crucialmente, no capital humano através de capacitação contínua, são os pilares para a resiliência cibernética. A capacidade de sua organização de identificar, mitigar e responder a incidentes rapidamente definirá sua capacidade de sobreviver e prosperar neste cenário de ameaças. A Coneds está comprometida em ser seu parceiro nessa jornada, fornecendo o conhecimento e as ferramentas necessárias para construir uma defesa inabalável. Não espere o próximo incidente; aja agora para proteger seus ativos mais valiosos e a confiança de seus clientes.


📚 Aprenda mais: Visite coneds.com.br/treinamentos/seguranca-de-aplicacoes para aprofundar seus conhecimentos em segurança de desenvolvimento e gerenciamento de vulnerabilidades. 🔗 Fontes:

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