Skip to main content

Command Palette

Search for a command to run...

Ciberameaças 2026: IA, Cadeia de Suprimentos e Ransomware no Radar Brasileiro

Updated
17 min read

Ciberameaças 2026: IA, Cadeia de Suprimentos e Ransomware no Radar Brasileiro

Meta descrição: Analisamos as ciberameaças mais urgentes para CISOs e gestores de TI no Brasil em 2026: IA Generativa, ataques à cadeia de suprimentos SaaS e ransomware multifacetado. Prepare-se já!

O cenário da cibersegurança global e, consequentemente, brasileira, continua a evoluir em ritmo alucinante. Em 19 de fevereiro de 2026, a inteligência artificial (IA) não é mais apenas uma ferramenta de defesa, mas um vetor de ataque cada vez mais sofisticado. Ataques à cadeia de suprimentos, outrora complexos, agora se beneficiam da automação para explorar vulnerabilidades em plataformas SaaS amplamente utilizadas. O ransomware, por sua vez, transcendeu a simples criptografia, tornando-se uma estratégia de extorsão multifacetada que ameaça não apenas dados, mas a reputação e a continuidade dos negócios. Para CISOs, analistas de segurança e gestores de TI no Brasil, a urgência em compreender e mitigar esses riscos nunca foi tão premente. A digitalização acelerada das operações empresariais, financeiras e governamentais no país exige uma postura de segurança robusta e adaptativa, alinhada às regulamentações como a LGPD e as normativas do Banco Central. Este artigo técnico da Coneds detalha as ameaças mais relevantes identificadas neste início de 2026 e oferece orientações práticas para fortalecer sua resiliência cibernética.

⚡ Resumo Executivo

  • IA Generativa Agressiva: Ataques de engenharia social aprimorados por IA e vulnerabilidades em copilotos, como o CVE-2025-32711 (EchoLeak), marcam uma nova era de fraude.
  • Supply Chain SaaS Crítica: Abuso de tokens OAuth em integrações SaaS (ex: Salesforce/Drift, agosto de 2025) compromete centenas de organizações, explorando a confiança entre aplicações.
  • Ransomware Evoluído: Táticas de multi-extorsão, exfiltração de dados e IA na negociação aumentam o impacto e a persistência do ransomware.
  • Prioridade no Brasil: A conformidade com a LGPD e as regulamentações setoriais (BACEN) amplifica a necessidade de defesas contra estas ameaças, impactando bancos, governo e ERPs.

A Ascensão da Engenharia Social Aprimorada por IA: A Nova Fronteira do Engano

A inteligência artificial generativa revolucionou muitos aspectos da nossa vida digital, e o cibercrime não é exceção. Em 2026, observamos uma escalada alarmante na sofisticação dos ataques de engenharia social, impulsionados pela capacidade da IA de criar conteúdo indistinguível do real. Phishing, spear phishing e Business Email Compromise (BEC) não são mais limitados por erros gramaticais ou lógicas falhas; a IA permite a criação de e-mails, mensagens e até mesmo deepfakes de voz e vídeo altamente personalizados e convincentes.

Uma das vulnerabilidades mais notáveis nessa nova fronteira é a classe de falhas de injeção de prompt em assistentes de IA, exemplificada pelo CVE-2025-32711, conhecido como EchoLeak. Descoberta e mitigada em junho de 2025 pela Microsoft, esta vulnerabilidade de criticidade 9.3 (CVSS) em produtos como o Microsoft Copilot permitia a exfiltração de dados sensíveis (do OneDrive, SharePoint, Teams) sem qualquer interação do usuário. O ataque funcionava através de e-mails contendo instruções ocultas que, ao serem ingeridas pelo Copilot, faziam com que a IA extraísse dados e os exfiltrasse através de domínios legítimos da Microsoft. O mais preocupante é que não gerava alertas visíveis, pois a atividade parecia transitar por canais aprovados.

Além de explorar vulnerabilidades diretas em sistemas de IA, a inteligência artificial é a chave para o aprimoramento das táticas existentes. Relatórios de janeiro de 2026 indicam que 88% das organizações sofreram pelo menos um incidente de segurança que minou a confiança nas comunicações digitais nos últimos 12 meses, com ataques de phishing e BEC impulsionados por IA redefinindo a "curva de ameaça". As equipes financeiras, em particular, são alvos de alta prioridade, mas muitas vezes são as menos preparadas para detectar fraudes de impersonificação sofisticadas. A IA permite que cibercriminosos:

  • Personalizem ataques em escala: Gerando iscas de phishing perfeitamente adaptadas ao perfil do alvo, com gramática impecável e linguagem que mimetiza a comunicação interna ou de parceiros.
  • Criem deepfakes persuasivos: Voicemail, chamadas de vídeo falsificadas e até perfis sociais sintéticos são usados para personificar executivos ou parceiros, solicitando transferências financeiras urgentes ou acesso a sistemas. Em 2025, estimou-se perdas de mais de $200 milhões no primeiro trimestre apenas com fraudes de deepfake, com mais de 160 incidentes reportados.
  • Automatizem o ciclo de ataque: Desde a fase de reconhecimento até a exfiltração de dados, agentes de IA podem orquestrar campanhas inteiras com mínima intervenção humana, como observado na campanha GTG-1002 em novembro de 2025, onde a IA executou 80-90% das operações de intrusão.

A dependência crescente de ferramentas de colaboração e assistentes de IA no ambiente corporativo, muitas vezes sem a devida governança de segurança, cria uma superfície de ataque expandida. O desafio reside em como as organizações podem aproveitar o potencial transformador da IA sem expor-se a riscos sem precedentes. A detecção de anomalias comportamentais, a autenticação multifator resistente a phishing e a educação contínua dos funcionários são defesas cruciais, mas a batalha contra a IA ofensiva exige uma abordagem igualmente avançada.

Ataques à Cadeia de Suprimentos via SaaS: Quando a Confiança Vira Risco

A complexidade das cadeias de suprimentos digitais e a proliferação de serviços SaaS (Software as a Service) criaram um novo vetor de ataque crítico, que se tornou proeminente em 2025 e continua a ser uma grande preocupação em 2026. Ataques à cadeia de suprimentos agora visam as relações de confiança entre as organizações e seus fornecedores de software, explorando integrações de terceiros e o abuso de identidades não humanas (non-human identities) para obter acesso. O foco mudou de quebrar barreiras para simplesmente "logar" através de credenciais ou tokens comprometidos que parecem legítimos.

Um exemplo impactante foi o abuso de tokens OAuth da integração Salesforce/Drift, amplamente divulgado em agosto de 2025. Numa campanha conduzida pelo ator de ameaças UNC6395 (também rastreado como GRUB1), centenas de organizações foram potencialmente comprometidas. O ataque não explorou uma vulnerabilidade direta no sentido tradicional; em vez disso, o ator de ameaças utilizou tokens OAuth roubados da integração do Drift com o Salesforce para acessar ambientes de clientes. A atividade parecia legítima porque emanava de uma conexão SaaS confiável, e não de uma conta de usuário comprometida, o que a tornava difícil de detectar pelas ferramentas de segurança convencionais. A cadeia de ataque envolveu:

  • Conta GitHub Comprometida: Ponto inicial de acesso ao ambiente AWS do Drift.
  • Extração de Tokens OAuth: Do ambiente AWS do Drift.
  • Scripts Python Customizados: Utilizados para consultar instâncias do Salesforce de clientes.
  • Exfiltração de Dados: Incluindo contatos, oportunidades, chaves AWS e tokens Snowflake.

Este incidente destacou várias falhas comuns que as equipes de segurança frequentemente negligenciam:

  • Identidades Não Humanas (NHI): Enquanto o acesso de funcionários é monitorado exaustivamente, as identidades não humanas que orquestram a comunicação entre aplicativos SaaS (como tokens OAuth e service principals) permanecem, em grande parte, invisíveis. Estes tokens geralmente possuem permissões amplas e vida útil prolongada, tornando-se alvos valiosos.
  • Acesso Excessivamente Permissivo: Muitos aplicativos de terceiros e integrações SaaS são configurados com permissões excessivas, concedendo-lhes acesso a dados e sistemas que não são estritamente necessários para suas funções. Um aplicativo de marketing, por exemplo, pode ter permissão de "controle total" sobre dados financeiros ou de RH, criando um risco desnecessário.
  • Falta de Visibilidade: A maioria das organizações não consegue determinar rapidamente quais aplicativos de terceiros têm acesso ativo aos seus sistemas críticos (CRM, RH, finanças). Essa falta de visibilidade impede a identificação e a revogação de acessos desnecessários ou comprometidos.

Outros incidentes em 2025, como as violações de dados da Qantas (junho de 2025) e da Allianz Life (julho de 2025), também foram atribuídos à exploração de sistemas de terceiros integrados com plataformas como o Salesforce, sublinhando a prevalência e o impacto desses ataques. O "TruffleNet Attack", em novembro de 2025, demonstrou o abuso de serviços da Amazon Web Services (AWS) Simple Email Service (SES) usando ferramentas de código aberto para roubar credenciais e realizar reconhecimento de rede e ataques de BEC subsequentes. A essência é que a confiança, se não for continuamente verificada, pode se transformar no elo mais fraco da sua segurança. A adoção de princípios de Zero Trust para todas as interações, tanto humanas quanto de máquina, é mais crucial do que nunca.

Ransomware Persistente e Extorsão: A Ameaça Financeira Incessante

O ransomware não é uma novidade, mas sua evolução em 2025 e a persistência em 2026 demonstram uma ameaça cada vez mais adaptável e destrutiva. Longe de ser apenas a criptografia de arquivos, os grupos de ransomware aprimoraram suas TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos), tornando-se empresas criminosas sofisticadas que empregam múltiplas camadas de extorsão.

A média dos pagamentos de resgate relatados por empresas disparou de cerca de US$ 400.000 em 2023 para US$ 2 milhões em 2024, um aumento de cinco vezes em apenas um ano, e essa tendência de elevação dos custos de recuperação e pagamentos continua. Além do impacto financeiro direto do resgate, as organizações sofrem com dias ou semanas de operações paralisadas, o que pode ultrapassar em muito o valor do resgate em termos de danos econômicos.

As principais tendências e desenvolvimentos no cenário do ransomware em 2026 incluem:

  • Ataques de Multi-Extorsão: Esta tática se tornou o padrão. Além da criptografia de dados, os criminosos roubam informações sensíveis e ameaçam publicá-las em sites de vazamento dedicados (dedicated leak sites) ou vendê-las na dark web. A pressão pode ser intensificada com ataques de DDoS para derrubar sistemas ou contatando parceiros de negócios, clientes e até mesmo a imprensa para divulgar a violação, causando danos irreparáveis à reputação e cumprindo requisitos regulatórios como a LGPD no Brasil, que exige notificação.
  • Ataques Somente de Exfiltração: Uma mudança notável de comportamento é a crescente adoção de ataques focados exclusivamente na exfiltração de dados, sem a criptografia. Grupos como Hunters International, que em novembro de 2024 se concentraram principalmente em ataques de exfiltração e extorsão, e que em janeiro de 2025 provavelmente se rebatizaram como World Leaks, oferecendo ferramentas personalizadas de exfiltração a afiliados. Esses ataques são mais rápidos e simples de implantar, reduzindo o risco de detecção e permitindo que os criminosos capitalizem diretamente sobre dados roubados.
  • IA na Orquestração e Negociação: A inteligência artificial está sendo cada vez mais utilizada pelos cibercriminosos em várias fases dos ataques de ransomware. Isso inclui o desenvolvimento de malwares mais evasivos, a geração de deepfakes para engenharia social inicial, a pesquisa de vulnerabilidades em larga escala e até mesmo a automação das negociações com as vítimas. Essa automação reduz a barreira técnica para novos atores e aumenta a eficiência das campanhas.
  • Targeting Oportunista e Infraestrutura Crítica: Embora grupos mais sofisticados realizem pesquisas proativas para identificar alvos com maior probabilidade de pagar, a maioria dos atores de ransomware continua sendo oportunista e financeiramente motivada. Pequenas e médias empresas (SMBs) são particularmente vulneráveis devido a defesas de segurança mais fracas, enquanto a infraestrutura crítica e grandes corporações permanecem alvos desejáveis devido à percepção de maior disposição para pagar para evitar interrupções.
  • Criptomoedas e Geopolítica: As criptomoedas continuam sendo o método de pagamento preferencial devido ao anonimato, apesar do aumento da pressão regulatória. Conflitos geopolíticos também influenciam o cenário, com governos apoiando ou tolerando grupos cibercriminosos para atingir adversários ou contornar sanções, como visto durante a invasão russa da Ucrânia e em conflitos no Oriente Médio, com grupos oferecendo maiores recompensas por ataques a alvos específicos.

A resiliência contra o ransomware exige uma estratégia de defesa em profundidade, focada não apenas na prevenção, mas também na detecção rápida e na capacidade de recuperação eficaz, mesmo diante da extorsão de dados.

🇧🇷 Impacto no Cenário Brasileiro

As ameaças de cibersegurança discutidas — engenharia social aprimorada por IA, ataques à cadeia de suprimentos via SaaS e a evolução do ransomware — ressoam profundamente no contexto brasileiro, que possui características e desafios únicos. A maturidade digital do Brasil tem avançado rapidamente, mas a segurança cibernética nem sempre acompanha o mesmo ritmo, criando um terreno fértil para cibercriminosos.

Vulnerabilidade e Alvos Preferenciais:

  • Setor Financeiro e Bancário: Bancos e fintechs são alvos constantes de ataques sofisticados de engenharia social, incluindo phishing, vishing e BEC. A proliferação de serviços digitais no Brasil (Pix, bancos digitais) torna as instituições financeiras e seus clientes altamente suscetíveis. A IA generativa agora permite que fraudadores criem iscas de forma convincente, superando as defesas tradicionais de e-mail e enganando funcionários ou clientes com narrativas perfeitas em português brasileiro. As regulamentações do Banco Central (BACEN), como a Resolução Conjunta nº 6, impõem requisitos rigorosos de cibersegurança, mas a inovação no ataque supera a velocidade da atualização das defesas.
  • Governo e Infraestrutura Crítica: Órgãos governamentais em todos os níveis, incluindo sistemas de saúde e educação, além de empresas de infraestrutura crítica (energia, telecomunicações), são alvos atraentes para ransomware e ataques de exfiltração. Um ataque de ransomware em um setor público pode paralisar serviços essenciais à população, gerando caos e perda de dados sensíveis dos cidadãos. A capacidade de resposta a incidentes nesses setores muitas vezes carece de investimento e coordenação.
  • ERPs e Sistemas Legados: Muitas empresas brasileiras ainda operam com sistemas ERP e legados que podem apresentar vulnerabilidades conhecidas, mas não corrigidas (unpatched flaws). Estes são pontos de entrada para ataques de supply chain, onde um comprometimento inicial em um fornecedor de software ou serviço pode se propagar por toda a base de clientes no Brasil. A dependência de integrações SaaS para otimização de processos também expõe as empresas a riscos como o abuso de tokens OAuth, que pode comprometer grandes volumes de dados de clientes e operações.

Contexto Regulatório (LGPD): A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um pilar central da cibersegurança no Brasil. A LGPD impõe pesadas multas e sanções por violações de dados, o que amplifica o impacto de qualquer incidente. Ataques de ransomware que resultam em exfiltração de dados (mesmo sem criptografia) ou o comprometimento de PII (Informações Pessoalmente Identificáveis) via engenharia social ou falhas na cadeia de suprimentos, acionam as obrigações de notificação da LGPD. Isso não só gera custos de conformidade, como também danos reputacionais significativos. A pressão para demonstrar conformidade contínua e uma resposta eficaz a incidentes nunca foi tão alta para empresas que operam no Brasil. A ausência de mecanismos de defesa robustos contra deepfakes e engenharia social avançada, por exemplo, pode levar a falhas na segurança de dados pessoais, resultando em sanções regulatórias severas.

O mercado brasileiro precisa se conscientizar de que a proteção de dados e a resiliência cibernética são investimentos estratégicos, não apenas custos operacionais. A complexidade do cenário de ameaças exige uma abordagem holística, que combine tecnologia, processos e, crucially, a capacitação contínua de pessoas para enfrentar esses desafios.

🔒 Recomendações Práticas da Coneds

Para navegar neste cenário de ameaças complexas, a Coneds recomenda uma abordagem de defesa em profundidade, com foco em ações concretas e aplicáveis:

  1. Ação Imediata: Revisão de Controles Anti-Phishing e Anti-Deepfake:

    • Implemente soluções avançadas de segurança de e-mail que utilizem IA para detectar anomalias e tentativas de impersonificação, incluindo deepfakes.
    • Reforce a autenticação multifator (MFA) em todas as contas críticas, utilizando métodos resistentes a phishing (U2F/FIDO2) onde possível.
    • Estabeleça protocolos de verificação fora de banda para solicitações financeiras ou de dados sensíveis, especialmente para aquelas que parecem vir de executivos.
  2. Curto Prazo (1-4 semanas): Auditoria de Acessos SaaS e Terceiros:

    • Mapeie todas as integrações SaaS e as permissões de acesso concedidas a elas (ex: tokens OAuth). Revogue acessos excessivos ou desnecessários.
    • Conduza uma auditoria de identidade para identificar e gerenciar contas de serviço (non-human identities) e as credenciais associadas.
    • Revise os contratos com fornecedores de SaaS para garantir que suas práticas de segurança estejam alinhadas com os padrões da sua empresa e requisitos da LGPD.
  3. Médio Prazo (1-3 meses): Fortalecimento da Resiliência Contra Ransomware:

    • Implemente e teste um plano de resposta a incidentes de ransomware que inclua backups imutáveis, segmentação de rede e procedimentos de recuperação detalhados.
    • Desenvolva uma estratégia de "detecção e resposta estendida" (XDR/EDR) para monitorar atividades suspeitas em endpoints, redes e nuvem, permitindo detecção e contenção rápidas.
    • Invista em soluções de Data Loss Prevention (DLP) para monitorar e prevenir a exfiltração de dados sensíveis, essencial contra ataques de multi-extorsão.
  4. Estratégia Long-term: Governança de IA e Zero Trust:

    • Desenvolva e implemente uma política clara de uso de IA na empresa, incluindo diretrizes para o uso de ferramentas de IA generativa por funcionários e monitoramento de "Shadow AI".
    • Avance na implementação de uma arquitetura Zero Trust completa, verificando continuamente todos os usuários e dispositivos antes de conceder acesso aos recursos, independentemente de estarem dentro ou fora da rede corporativa.
    • Mantenha um programa robusto de gerenciamento de patches e vulnerabilidades, priorizando correções para CVEs críticos em softwares amplamente utilizados.
  5. Governança: Compliance LGPD e Setorial Contínuo:

    • Estabeleça um comitê multifuncional para monitorar continuamente a conformidade com a LGPD, BACEN e outras regulamentações relevantes.
    • Realize avaliações de risco periódicas (privacy impact assessments – PIA) para novos sistemas e processos, especialmente aqueles que envolvem IA ou novos fornecedores.
    • Garanta que os relatórios de incidentes de segurança estejam alinhados com as exigências regulatórias, incluindo prazos e escopo de notificação.
  6. Treinamento: Capacitação Contínua da Equipe:

    • Eduque todos os funcionários sobre as ameaças mais recentes de engenharia social, com foco em deepfakes e BEC avançado, utilizando simulações de phishing realistas.
    • Ofereça treinamento especializado para equipes de TI e segurança sobre as vulnerabilidades de SaaS, gerenciamento de tokens OAuth e a segurança de ambientes em nuvem (AWS, Azure, Google Cloud).
    • Crie uma cultura de cibersegurança onde cada funcionário é um defensor ativo, capaz de identificar e reportar atividades suspeitas.

❓ Perguntas Frequentes

P: Como a IA generativa está sendo usada especificamente em ataques de ransomware hoje?

R: Em 2026, a IA generativa é utilizada por cibercriminosos para criar variantes de malware mais evasivas, gerar deepfakes convincentes para engenharia social na fase inicial do ataque, automatizar a pesquisa de vulnerabilidades e até mesmo otimizar as negociações de resgate, adaptando as exigências ao perfil da vítima para maximizar o lucro.

P: Minha empresa usa Salesforce e outras plataformas SaaS. Como posso me proteger contra o abuso de tokens OAuth?

R: Para se proteger, é crucial realizar uma auditoria completa de todas as integrações SaaS e suas permissões. Adote o princípio do mínimo privilégio para tokens OAuth, concedendo apenas o acesso estritamente necessário. Implemente monitoramento contínuo de atividades de identidades não humanas (tokens e contas de serviço) e utilize soluções de segurança de SaaS (SSPM) que possam detectar configurações incorretas e atividades anômalas nessas plataformas.

P: Qual o principal impacto da LGPD no contexto de ataques de exfiltração de dados por ransomware?

R: O principal impacto é que, mesmo que os dados não sejam criptografados, a exfiltração de informações pessoais já constitui uma violação de dados sob a LGPD. Isso acarreta a obrigação de notificar a ANPD e os titulares dos dados, além de potenciais multas significativas e danos à reputação da empresa. A exfiltração transforma o incidente técnico em um problema legal e de confiança.

P: Como a Coneds pode ajudar minha equipe a lidar com essas novas ameaças?

R: A Coneds oferece treinamentos especializados e consultorias focadas nas ameaças emergentes para o mercado brasileiro. Nossos programas abordam desde a segurança de IA e nuvem, gerenciamento de riscos de terceiros (SaaS), até estratégias avançadas de defesa contra ransomware e conformidade com a LGPD. Capacitamos suas equipes com o conhecimento técnico e as práticas operacionais necessárias para construir uma defesa cibernética robusta e proativa.

Conclusão

O panorama da cibersegurança em 2026 exige uma vigilância sem precedentes e uma capacidade contínua de adaptação. A convergência da inteligência artificial ofensiva, a complexidade das cadeias de suprimentos SaaS e a evolução incessante do ransomware criam um ambiente de ameaças multifacetado que desafia até mesmo as defesas mais preparadas. No Brasil, esses desafios são amplificados pela necessidade de conformidade com regulamentações rigorosas como a LGPD e as normas do BACEN, que transformam incidentes técnicos em questões com vastas implicações legais e financeiras.

Para CISOs e líderes de TI, a mensagem é clara: não basta reagir; é imperativo antecipar. A adoção de uma postura de segurança proativa, o investimento em tecnologia e, mais importante, na capacitação de suas equipes, são os pilares para construir resiliência. A proteção da identidade digital, a gestão rigorosa de acessos de terceiros e a implementação de defesas robustas contra engenharia social aprimorada por IA e ransomware de última geração não são mais opções, mas sim necessidades urgentes.

A Coneds está comprometida em ser seu parceiro estratégico nesta jornada. Com expertise aprofundada nas tendências do mercado brasileiro e nas ameaças emergentes, oferecemos o conhecimento e as ferramentas para que sua organização não apenas sobreviva, mas prospere com segurança no cenário digital de hoje e do futuro.


📚 Aprenda mais: Eleve a segurança da sua equipe com os treinamentos especializados da Coneds em Defesa Cibernética Avançada e Conformidade: coneds.com.br/treinamentos 🔗 Fontes:

  • CSIS.org: Significant Cyber Incidents (Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Guardz.com: Top 10 Data Breaches of 2025 (Publicado: 25 de novembro de 2025, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Reco.ai: AI & Cloud Security Breaches: 2025 Year in Review (Atualizado: 19 de dezembro de 2025, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Darkreading.com: 'TruffleNet' Attack Wields Stolen Credentials Against AWS (Publicado: 3 de novembro de 2025, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Darkreading.com: Attackers Harvest Dropbox Logins Via Fake PDF Lures (Publicado: 2 de fevereiro de 2026, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • SCWorld.com: Security awareness training meets a new obstacle: Generative AI (Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Financialpost.com: The Trust Crisis: 88% of Organizations Breached by AI-Powered Attacks as Legacy Email Security Fails (Publicado: 29 de janeiro de 2026, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • Cyber.gc.ca: Ransomware Threat Outlook 2025-2027 (Publicado: 28 de janeiro de 2026, Avaliação baseada em informações disponíveis até 4 de setembro de 2025, Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • OnlineDegrees.SanDiego.edu: Top Cybersecurity Threats to Watch in 2026 (Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • SCWorld.com: Identity: The new battleground in our emerging AI world (Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)
  • AxisInsurance.ca: A.I. Driven Cyberattacks Fuel 149% Rise in Ransomware Incidents... (Data de acesso: 19 de fevereiro de 2026)

More from this blog

C

Coneds News

224 posts